sexta-feira, 29 de abril de 2011

Refúgio na Presença de Deus

Para onde poderia eu escapar do Teu Espírito? Para onde poderia fugir da Tua presença? Salmo 139:7

Pegue um mapa e abra-o diante de você. Aponte para qualquer ponto nele. Pode ser a ilha mais remota, no meio do oceano. Deus está lá! Não existe nenhum cantinho do Universo que esteja fora do alcance de Deus. Ele capta milhões de objetos de uma só vez e vê, tudo completamente, num só momento.

Hoje existem sistemas sofisticados para monitoramento de pessoas. São câmeras ocultas, celulares, escuta clandestina e outros aparatos.
Deus não é uma espécie de paparazzo com câmeras de longo alcance, reunindo imagens em que fomos flagrados fazendo o que não devíamos, como prova de que Ele pode nos condenar.

O sistema de Deus é mais sofisticado, não para nos punir ou nos surpreender quando erramos. Seu sistema tem a finalidade de cuidar de nós e nos acompanhar.

“Só vou se você for comigo.” Que pai já não escutou isso de um filho ou de uma filha? A experiência pela qual iríamos passar era a mesma; porém, a presença do pai ou da mãe dava segurança, tranquilidade. É como a certeza de que, mesmo diante de qualquer emergência, qualquer imprevisto e qualquer problema, Deus está ali. Ele sabe de tudo. Sabe como resolver o problema e não vai nos abandonar.

Se Deus está em todo lugar, isso significa que você não pode se afastar dEle porque Ele sempre está perto. Não adianta se esconder de Deus, meter-se num bunker ou no porão de um navio, como fez Jonas para fugir de Deus.

Davi, em sua imaginação poética, diz: “Se eu subir com as asas da alvorada...” (Sl 139:9), ou, parafraseando, “se eu alcançar a velocidade da luz para fugir de Ti, até ali Teu braço irá me buscar”. “O braço do Senhor não está tão encolhido que não possa salvar” (Is 59:1).

O interesse de Deus por nós é exclusivo, como se não houvesse outra pessoa no Universo para quem dar atenção. Ele vê você permanentemente, esteja sozinho ou acompanhado.

“Por isso não tema, pois estou com você; não tenha medo, pois sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e o ajudarei; Eu o segurarei com Minha mão direita vitoriosa” (Is 41:10).

Em nossa caminhada rumo ao Céu, não estamos sós. A presença de Deus não era uma ameaça para o salmista, mas seu conforto e segurança.

Deus Correu Para Mim

Grandioso Deus és rocha firme, meu Senhor, Elshadai, Emanuel! Quando cai, Deus correu para mim em seus braços me ergueu, com amor me abraçou e disse filha ainda te amo! - Um minuto atrás


http://youtu.be/W6H-dy4vI_I

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Deus Não Faz Milagres Incompletos

Comentário por Karol Lírio

“Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais” (Jeremias 29.11).

Deus possui Sua maneira peculiar de realizar milagres. O Senhor é um Deus detalhista, que pensa em todas as coisas; a Sua visão alcança amplitude infinitamente maior, que a nossa visão não pode enxergar. Não sei se você já parou para pensar, mas o milagre não foi somente a abertura do Mar Vermelho, ou pragas do Egito, mas o milagre completo envolvia a transformação do coração do povo de Israel.

Deus sempre faz mais do que pedimos, o milagre completo para o povo de Israel, deveria ser externo e interno. Deus queria chamar a atenção das pessoas, para que “caíssem suas fichas” e deixassem de ser “bebês espirituais”. Deveriam aprender a depender totalmente de Deus. Fé, também envolve decisão, a decisão de acreditar e de esperar o melhor. Mesmo que o melhor, seja diferente do que pedimos.

Também era desejo do Senhor, que Faraó mudasse seu coração. Ele teve inúmeras oportunidades, ele viu dez milagres (pragas do Egito) acontecerem. Deus teve muita paciência com Faraó, mas mesmo assim, ele optou por não aceitar o milagre completo de Deus. Será que temos agido assim?

Que tipos de “riscos” corremos, em sermos resistentes como Faraó?

Ore para que Deus o ajude a aceitar Seu milagre por completo!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

http://youtu.be/m68bm0XGrjQ

Declarado Inocente

Quem ousará levantar acusação contra nós, que fomos escolhidos por Deus? O próprio Deus nos declarou livres do pecado. Romanos 8:33, Phillips


Acusar é uma das especialidades de Satanás. Depois de nos prender, enganar e seduzir, ele nos acusa. E depois, num misto de engodo e traição, as palavras que ele usa são: “Ninguém vai saber.” Porém, quando erramos, ele fica trazendo sempre à mente lembranças do nosso fracasso.


Diante da acusação, qual é a nossa reação? Primeiro experimentamos uma sensação de que estamos sujos, impuros, e não vamos ser perdoados. Depois vem a dúvida: “Será que Deus ainda me ama? Será que Ele vai me dar mais uma chance?” E, finalmente, um senso de desânimo, já que todas essas coisas abalaram meu sentimento de certeza na salvação que Deus quer me dar.


Como posso saber se a voz falando à minha consciência é a voz do Espírito Santo ou a voz do inimigo? A diferença está no propósito e no resultado esperado. O Espírito Santo procura nos convencer e ao mesmo tempo nos mostra a saída para o problema, lembrando-nos da promessa de Jesus: “Aquele que vem a Mim, de maneira nenhuma o lançarei fora.”



Uma das melhores ilustrações de acusação feita por Satanás é encontrada contra Josué, o sumo sacerdote:

“Então o anjo do Senhor me mostrou Josué, o sumo sacerdote, em pé diante do anjo do Senhor. Satanás estava ali, do lado direito do anjo, acusando Josué de muitas coisas. E o Senhor disse para Satanás: ‘Eu, o Senhor, rejeito suas acusações, Satanás. Sim, o Senhor que escolheu Jerusalém te repreende...’ As vestes de Josué estavam sujas, ao estar ali diante do anjo. Assim o anjo disse: ‘Tirem suas vestes sujas.’ E voltando-se para Josué disse: ‘Eu tirei seus pecados e agora vou lhe dar estas novas vestes finas’” (Zc 3:1-4, A Bíblia Viva).

Essas vestes novas representavam sua justificação. Josué, por si mesmo, não podia limpar seus próprios pecados. Ele não estava em condições de se defender. Alguém teria que fazê-lo por ele.

A promessa de Deus é muito reconfortante: “Meus filhinhos, escrevo-lhes estas coisas para que vocês não pequem. Se, porém, alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo” (1Jo 2:1).

“Pois Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dEle” (Jo 3:17).

“Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rm 8:1, ARA).



terça-feira, 26 de abril de 2011

Doador Extravagante



                                              


Aquele que não poupou Seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não nos dará juntamente com Ele, e de graça, todas as coisas? Romanos 8:32


Alguma vez você já recebeu um presente que por você mesmo não seria capaz de comprar? Quem sabe uma caneta Mont Blanc, um relógio Rolex, uma câmera digital último modelo, um carro, uma moto? E, de sua parte, você já se arrependeu alguma vez por não ter dado um presente melhor para alguém? Creio que nos arrependemos mais por não termos dado um presente melhor do que por termos feito algum sacrifício. Dizemos: “Foi caro, fiz um sacrifício, mas valeu a pena.”


No texto de hoje, pela maneira de Paulo fazer a pergunta, não resta dúvida nenhuma. Ele argumenta: “Se Deus deu o Seu Filho, como não nos dará todas as coisas?” A lógica é clara. Partindo do maior para o menor, ele diz: “Se Ele não poupou Seu próprio Filho, se não O impediu de sofrer, não Se esquivou, não Se conteve ao oferecê-Lo, não O impediu de ir até a cruz... Se entregou tudo, o que mais Deus poderia dar que se aproximasse do preço do Calvário? Como é que Ele vai reter alguma coisa? Como é que Ele não vai colocar tudo à nossa disposição? Se quando éramos inimigos Deus nos tratou pacientemente, como é que agora, sendo Seus filhos, não vai dar ‘todas as coisas’?” Paulo fala em termos universais, excluindo qualquer limitação. “Como podemos estar certos de que Deus vai suprir todas as nossas necessidades?” Ou: “O que mais você quer?”



Veja que espécie de doador é Deus. Não é aquele doador mesquinho que fica calculando o mínimo que pode gastar para dar um presente. Ele é um doador que dá graciosamente. Se em Sua natureza está o fato inerente de que Ele dá todas as coisas de maneira generosa e até mesmo extravagante, como é que vai restringir suas dádivas? Como não vai cuidar de nós? Se, quando éramos inimigos, Ele nos tratou com misericórdia, como é que agora, sendo Seus filhos, não nos dará em abundância Seu amor, Sua justiça e Seu perdão?

Você pode ter a certeza de que, na condição de filho de Deus, todas as bênçãos celestiais estão ao seu alcance. Em Cristo, o Céu é seu!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O SACERDÓCIO







                                                      
                  


















Comentário por Pr. Albino Marks

O sacerdócio e o sumo sacerdócio eram típicos de Jesus em todos os serviços que executavam em favor dos pecadores. Para alguém exercer as funções sacerdotais teria que estar em perfeita harmonia com os parâmetros estabelecidos por Deus. Pertencer ao sacerdócio não era uma escolha humana, mas uma determinação divina. Deus escolheu a tribo de Levi e dentro da tribo o direito de exercer a função foi confiado à família de Arão. “O sacerdócio, todavia, ficou restrito à família de Arão”. – Patriarcas e Profetas, pág. 361.


Ainda assim, para um descendente de Arão estar qualificado para o ministério sacerdotal, havia uma série de prescrições que eram rigorosamente respeitadas. Todas as qualificações tinham o objetivo de tipificar da maneira mais perfeita possível o Sacerdote perfeito, Jesus. 


Para lidar com o problema do pecado e tipificar a graça de Deus, havia orientações quanto à conduta sobre alimentos e bebidas, comportamento moral e claro discernimento espiritual. O sacerdote julgava toda a conduta espiritual dos israelitas com o seu Deus e também todo o comportamento espiritual entre os semelhantes. Também havia muitas questões de menor significado, mas de igual modo importantes, que precisavam ser decididas. A justiça precisava ser administrada com íntegra imparcialidade. 


Certamente a tarefa mais importante do sacerdote era a ministração dos ensinos que expressavam a orientação de Deus para que o pecador pudesse compreender com clareza o seu relacionamento com o seu Senhor.


“Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca todos esperam a instrução da Lei, porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos”. – Ml 2:7 – Nova Versão Internacional


“Meu povo foi destruído por falta de conhecimento. ‘Uma vez que vocês rejeitaram o conhecimento, eu também os rejeitei como meus sacerdotes”. – Os 4:6 – Nova Versão Internacional.

Nem Faraós, podem com o nosso Deus!

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Comentário por Karol Lírio



“Se Deus é por nós, quem será contra nós?” (Romanos 8:31).

As vezes, em nossa vida, além de termos “mares”, podemos ter um “Faraó, que quer ser um empecilho em nosso caminho. Com certeza, você já se sentiu prejudicado, humilhado, zombado, por pessoas ao seu redor.

Não deixe que um “Faraó”, impeça de você ver a grandiosidade do Senhor. Nem o “Faraó” do antigo Egito, pôde com Deus, e continua o mesmo. Nenhum ser humano pode com o Senhor dos exércitos. Lembre-se que os nossos inimigos, aqueles que nos fazem mal, tornam-se inimigos do Senhor.

Pode ser que Deus esteja permitindo que um “Faraó” esteja presente em sua vida, para que Ele manifeste o Seu grande poder. Apenas, não permita que seu coração endureça!
Pense: Dê tempo a Deus, para que Ele Se revele, ao “Faraó” de sua vida.
Desafio: Se você se deparar com dificuldades, com os “Faraós”, lembre-se de Moisés e espere que Deus Se manifeste nas situações. Você não vai se arrepender!

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Roupa de Inocência .


“Criou Deus o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1:27).

A luz que cobria de felicidade nossos primeiros pais inocentes foi perdida na Queda. No entanto, Deus providenciou outra cobertura pelo derramamento de sangue. Tudo isso simboliza o que Cristo fez por nós.

Nudez coberta de inocência (Gn 2:20-25). O novo mundo era repleto de gloriosa vida e cor. O som ambiente era melodioso com o canto dos pássaros. Animais vinham em pares: semelhantes, mas exibindo diferenças sutis entre eles, para receberem nomes dados pelo homem. No entanto, não havia parceira para o homem. Por um tempo, ele experimentou a dor da solidão. Então, Deus o fez cair num sono profundo, tomou uma costela de seu corpo e criou uma mulher para ele amar. Tudo era puro quando eles acordaram para descobrirem um ao outro, nus e belos. Eles estavam perfeitamente tranquilos com seus corpos e estavam cobertos de inocência. Nada precisava ser escondido e nada interferia em seu sentimento de admiração e unidade. Tudo era puro.

A única lei da inocência (Gn 2:15-17). Deus desejava que Adão e Eva permanecessem em seu estado de inocência para sempre. Ele poderia ter tornado impossível pecar, mas o Universo precisava testemunhar de Sua justiça. Só havia um mandamento no Jardim do Éden. Era um mandamento que deveria ter sido fácil de ser guardado. Em Sua generosa justiça, Deus criou centenas de árvores com frutos deliciosos, e havia no meio do jardim somente uma que poderia destruir aquelas vestes de inocência. Uma árvore que envolvia o direito de escolha do primeiro casal.


Inocência perdida (Gn 3:6-11). Quando Adão e Eva comeram da árvore proibida, eles realmente conheceram “tudo”. A primeira coisa que notaram foi que não estavam mais cobertos de inocência. Eles se sentiram envergonhados, por serem vistos pelo outro, e ainda mais constrangidos ao serem vistos por Deus. Em desespero, pegaram as maiores folhas de figueira que conseguiram encontrar e as costuraram juntas – as primeiras roupas do mundo. Então se esconderam entre os arbustos, com medo de Deus.


Esconde-esconde (Gn 3:8-19). Deus veio procurar por Adão e Eva. Embora Ele soubesse onde eles estavam, ainda perguntou, “Onde vocês estão?” Então, Ele pediu que eles Lhe contassem sua história. Suas perguntas e respostas podem ser lidas com mais tristeza do que ira. Ele então lhes contou o que aconteceria com eles e com o mundo porque a inocência deles havia sido roubada.

As vestes de sacrifício (Gn 3:21). Talvez Adão e Eva tenham percebido a inconveniência de suas roupas de folhas, ao elas serem arrancadas dos arbustos e começarem logo em seguida a murchar em seus corpos. Deus certamente percebeu o problema. E, num momento profundamente doloroso, Ele mesmo toma um dos animais, talvez um que Adão conhecesse e tivesse amado, e o mata. Despelando o animal ainda quente, Deus faz para eles roupas que aqueciam mais, próprias para o frio que começou a soprar no jardim. Esse não é somente o ato generoso de um Deus amoroso com o coração quebrantado, mas um poderoso símbolo. As roupas que Adão e Eva fizeram eram inadequadas. Sabemos que é impossível fazer qualquer coisa para nos tornar justos diante de Deus. Nossa pecaminosidade exige a morte de um Cristo inocente, pré-anunciada através das mortes ensanguentadas de animais inocentes. Essa não é uma lição apenas sobre estilo de roupas. É uma lição sobre o plano de salvação de Deus. É um reflexo de esperança cintilando no meio da densa escuridão do primeiro dia de pecado.


Inocência restaurada (Rm 12:1; 2Co 4:16; 5:21). Aquele primeiro reflexo de esperança continua a brilhar para nós. Isso acontece quando nos arrependemos de nossos pecados e aceitamos a Cristo como nosso Salvador, para que nEle nos tornemos “justiça de Deus” (2Co 5:21). Essa esperança é belamente ilustrada em Zacarias 3:4. Mas ainda há mais! Uma vez que tenhamos aceitado a Cristo como nosso Salvador, nossa natureza espiritual “é renovada diariamente”1 (Rm 12:1; 2Co 4:16). Isso ocorre através da habitação do Espírito Santo de Deus em nós, ao Ele nos capacitar e fazer crescer o fruto do Espírito que, em essência, constitui o caráter de Cristo (Jo 15:5; Gl 5:22, 23).2


Também crescemos quando procuramos não ser enganados pelas mentiras de Satanás (1Pd 5:8). Precisamos orar constantemente para que não nos desviemos em direção às tentações (1Ts 5:17). Devemos mostrar o amor de Deus para aqueles que estão em necessidade (Mt 25:31-40). Estudar a Bíblia e meditar em suas palavras também nos ajuda a crescer (Sl 119:15, 23, 48, 78; 2Tm 2:15). A Palavra de Deus nos guia em direção a Sua verdade e para longe das mentiras de Satanás. A Bíblia também nos mostra no que acreditar, como viver bem e como aceitar as roupas de inocência de salvação através de Jesus. Confiar na Palavra de Deus como verdadeira e obedecer Suas instruções nos previne de sermos arrastados em direção aos frutos proibidos.

Pelo fato de Adão e Eva não terem sido vigilantes, eles se afastaram da segurança de Deus. Eles se esqueceram de permanecer em constante comunicação com Ele, para que Ele pudesse lembrá-los de Suas regras de proteção. Eles pararam de ter cuidado um com o outro e desconfiaram das regras simples de salvação que lhes foram dadas. Mas Cristo, com amor, proveu o sacrifício para cobrir a nudez deles e a nossa.


“Um abrigo de folhas de figueiras nunca cobrirá nossa nudez. O pecado deve ser removido e o manto da justiça de Cristo deve cobrir o transgressor da lei de Deus. Então, quando o Senhor olha para o pecador arrependido, Ele não vê as folhas de figueira que o cobrem, mas a própria justiça de Cristo, que é a perfeita obediência à lei de Jeová ­– o homem tem sua nudez oculta, não sob a cobertura das folhas de figueira, mas sob o manto da justiça de Cristo.


“O pecado é deslealdade para com Deus e merece punição. As folhas da figueira têm sido empregadas desde os dias de Adão, e, no entanto, a nudez da alma do pecador não foi coberta. Todos os argumentos levantados por aqueles interessados nesse manto de fina espessura se transformarão em nada. O pecado é a transgressão da lei. Cristo foi manifesto em nosso mundo para tirar a transgressão e o pecado e substituir a cobertura das folhas de figueira pelo manto impecável de Sua justiça.

A lei de Deus permanece vindicada pelo sofrimento e morte do unigênito Filho do Deus infinito.

“A transgressão da lei de Deus em qualquer caso, por menor que seja, representa pecado. E a não execução da penalidade estipulada para esse pecado seria um crime na administração divina. Deus é um juiz, o Aplicador da justiça que é a morada e fundamento de Seu trono. Ele não pode dispensar Sua lei; Ele não pode passar por alto o mínimo item a fim de condescender com o pecado e perdoá-lo. A retidão, a justiça e a excelência moral da lei devem ser mantidas e vindicadas perante o universo celestial e os mundos não caídos” (Olhando Para o Alto [MM 1983], p. 373).


Imagine um mundo onde nunca tenha se ouvido falar de escândalo sexual. Nada de pornografia. Nada de prostituição. Nada de infidelidade. Esse mundo é perfeito. Deus mesmo disse que ele era “muito bom” (Gn 1:31). Gênesis 2 conta como Ele criou o homem e a mulher e a instituição do casamento. Estranho como isso possa parecer hoje, o homem e a mulher estavam nus e não se envergonhavam (Gn 2:25). O que essa “nudez” significava? “Adão e Eva não tinham necessidade de roupas materiais, pois o Criador lhes havia envolvido com um manto de luz, um manto simbólico de Seu justo caráter, o qual se refletia perfeitamente neles” (The SDA Bible Commentary, v. 1, p. 227).



Após Adão e Eva desobedecerem a Deus, eles não estavam mais qualificados para usar suas vestes simbólicas, pois não mais refletiam a imagem do caráter justo de seu Criador. De repente eles se sentiram nus e se envergonharam; tentaram consertar essa situação por si próprios, confeccionando novas roupas com folhas de figueira. Mais tarde, ao Deus caminhar pelo jardim e chamar a Adão, o casal se escondeu com medo. Por quê? Eles já não estavam nus antes? Por que se esconderam de Deus agora? Algo aconteceu que não estava diretamente relacionado às roupas. Pela primeira vez na História, os seres humanos tinham alguma coisa para esconder. Adão não disse a Deus que ele tinha pecado, mas reconheceu que tinha algo para esconder. A resposta de Adão é estarrecedora: “Ouvi Teus passos no jardim e fiquei com medo, porque estava nu; por isso me escondi” (Gn 3:10).


Antes que Adão e Eva deixassem o jardim, Deus fez para eles roupas de pele (Gn 3:21). Essas roupas os protegeriam das mudanças climáticas que ocorreriam como resultado de seu pecado. Além disso, elas precisavam ser mais apropriadas para o pesado trabalho físico que se estendia diante deles. Mas, ainda mais importante, “as peles eram um lembrete constante de que eles haviam perdido sua inocência, de que a morte é o salário do pecado e do prometido Cordeiro de Deus que iria, por Sua própria morte substitutiva, tirar os pecados do mundo” (Ibid., p. 235).


Adão e Eva estragaram tudo quando eles desobedeceram a ordem de Deus para não comer da árvore do conhecimento do bem e do mal. No entanto, após eles perceberem que estavam nus, cometeram outro erro ao costurar as folhas de figueira para se cobrirem. Ao invés de aceitar responsabilidade por seus atos e admitir seu pecado, eles tentam acobertá-lo, escondendo sua nudez

Eu me lembro de ter feito algo semelhante ao “truque” das folhas de figueira, quando eu estava na universidade. Eu não queria que meus professores pensassem que não estivesse bem preparada para as matérias deles. Então, em vez de admitir que uma teoria não estava bem clara para mim, eu tentava dar a entender que realmente a tivesse compreendido. No entanto, ao esconder minha fraqueza dos meus professores, eu estava perdendo muitas oportunidades de aprender.

Como podemos ser mais autênticos?

Abra seu coração a alguém em quem você confie. Todos estamos nus, metaforicamente, e nossas “folhas de figueira” não enganarão ninguém por muito tempo. Como nós podemos ser honestos diante de um Deus perfeito, se não admitimos nossas faltas nem mesmo aos seres humanos que amamos? “Entre vocês há alguém que está sofrendo? Que ele ore. Há alguém que se sente feliz? Que ele cante louvores. Entre vocês há alguém que está doente? Que ele mande chamar os presbíteros da igreja, para que estes orem sobre ele e o unjam com óleo, em nome do Senhor.


A oração feita com fé curará o doente; o Senhor o levantará. E, se houver cometido pecados, ele será perdoado. Portanto, confessem os seus pecados uns aos outros e orem uns pelos outros para serem curados. A oração de um justo é poderosa e eficaz” (Tg 5:13-16). Se você luta com o mesmo tipo de pecado todos os dias, peça a uma pessoa responsável em quem confia para ser um parceiro com quem possa contar. Essa pessoa pode apoiá-lo(a) com oração e também com companheirismo.


Tire as folhas de figueira e deixe Deus lhe vestir. Não há nada que possamos fazer por nossa própria força e vontade para recuperar nossa inocência. Precisamos aceitar de todo o coração a graça que o sacrifício de Jesus conquistou para nós. “O Senhor Jesus Cristo preparou uma cobertura, um manto de Sua própria justiça, que Ele colocará sobre toda alma arrependida e convicta que, pela fé, receberá.” (The Advent Review and Sabbath Herald, 15 nov. 1898).

Tudo ia bem no Jardim do Éden. Então, de repente, Adão e Eva falharam em seu teste de obediência. Ao invés dos seus filhos (toda a humanidade) herdarem a vida eterna e um perfeito relacionamento com Deus, existia um problema. Ali, perdemos nossa inocência, justiça e herança como filhos de Deus. E a morte entrou no mundo.

Apesar disso, através de uma série de alianças, Deus pôde nos levar de volta para Sua família. Ele Se revestiu de nossa humanidade para que pudéssemos nos revestir de Sua justiça. Nós todos somos “filhos de Deus mediante a fé em Cristo Jesus, pois os que em Cristo foram batizados, de Cristo se revestiram” (Gl 3:26, 27).


No batismo, nós nos vestimos com Cristo. Somos vestidos em Sua justiça, mas não apenas para cobrir as manchas de nossos pecados. Somos vestidos pelo Seu caráter. Agimos como Ele age. Amamos como Ele ama. Vivemos como Ele vive, e então a Sua justiça se torna a nossa. Isso não é faz-de-conta. É realidade!


E o que falar das nossas roupas físicas hoje? Importa o que nós usamos desde que estejamos “vestidos com Cristo”? Para mim, a resposta é sim, até certo ponto. Nossa aparência exterior deveria refletir nossa roupa interior de humildade, amor ao próximo e respeito por todos ao nosso redor. Isso pode significar coisas diferentes em situações e culturas diferentes nas quais nos encontremos. No entanto, nosso foco não pode estar no lado físico de nossas roupas mas na realidade espiritual que é representada através de como nos apresentamos. O apóstolo Pedro nos diz que nossa beleza não deveria vir de adornos exteriores, mas de nosso interior (1 Pd 3:3, 4). Portanto, da próxima vez em que estivermos na igreja, ao invés de nos preocuparmos com quão espertos estamos parecendo aos olhos dos outros, deveríamos pensar mais sobre nosso interior, a roupa que Deus realmente vê.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

DESEJANDO SER DEUS

 
Comentário por Pr. Albino Marks

O profeta Isaias exclama com assombro: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva!... Tu dizias no teu coração:... Subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo”. - Is 14:12 – Almeida Revista e Atualizada.

Não há explicação racional para o surgimento do pecado. Como entender que um ser perfeito, na presença de um Deus perfeito, em um ambiente de perfeição, pudesse gerar idéias de descontentamento, aspiração de transformar-se em um deus, contestação, rebelião e pecar contra o seu Criador perfeito? Paulo qualifica o surgimento do pecado como “o mistério da iniqüidade”. – 2Ts 2:7.

A Tradução Ecumênica da Bíblia, traduz Ezequiel 28:15 e 16 como segue: “Tua conduta foi perfeita desde o dia da tua criação, até que se descobriu em ti a perversidade... te encheste de violência e pecaste”. O texto sugere uma seqüência progressiva para o ato da rebelião de Lúcifer: conduta perfeita desde que foi criado, seguida de reações internas de perversidade, contestação mental dos princípios de Deus no reger as Suas criaturas, a iniquidade ou a busca de outros valores de conduta, e a rebelião declarada - “te encheste de violência”, culminando com o pecado, rompimento do relacionamento de amor e harmonia com o Criador.

Lúcifer negou a suprema sabedoria de Deus e declarou que existem outros valores e modos de conduta igualmente bons e corretos. Colocou idéias falsas em relação a Pessoa de Deus, lançando dúvidas sobre o Seu caráter. As mentiras a respeito do caráter de Deus foram a mercadoria base do comércio de Lúcifer. “Satanás foi sutil, a falsidade é a matéria prima do comércio”. – Meditação Matinal, 2002, pág. 217.

Pense: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor”. – Ez 28:17 – Almeida Revista e Atualizada.
Desafio: “Vocês, como Deus, serão conhecedores do bem e do mal”. – Gn 3:5 –Nova Versão Internacional. 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Um Cântico Novo

Coloquei toda minha esperança no Senhor; Ele Se inclinou para mim e ouviu o meu grito de socorro. Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama; pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro. Pôs um novo cântico na minha boca. Salmo 40:1-3


O livro de Salmos possivelmente seja o livro mais lido da Bíblia pela facilidade de identificação das emoções dos seus autores com as nossas emoções.

Todo tipo de emoção humana está espelhada nesse livro: alegria, medo, dúvida, esperança, louvor e anseios profundos. Muito mais do que um livro para ser lido, Salmos é um livro para ser usado em nossas orações de súplica, intercessão e agradecimento.

No texto de hoje, Davi manifesta profunda gratidão pela atuação da graça de Deus, e pelo que Ele fez para salvá-lo. “Coloquei toda minha esperança no Senhor” – essa é uma expressão que denota ansiosa expectativa. A espera de Davi não foi passiva. Jesus mesmo ensinou: Peçam, busquem e batam (Lc 11:9).

“Ele Se inclinou para mim” – Deus não tem vergonha de você porque você caiu. Inclinar-Se revela carinhosamente a figura paterna de Deus.

“Ouviu o meu grito de socorro” – Não há lugar distante nem profundo demais no qual você esteja que o Senhor não possa ouvir sua voz.

“Ele me tirou de um poço de destruição, de um atoleiro de lama” – A ideia é de alguém preso, atolado na lama. Lá embaixo. Sozinho. A ajuda tem que vir de fora, e de cima.

Em que poço você se encontra neste momento? Do pecado? Das dificuldades financeiras? Do desemprego? Comportamento difícil dos filhos? Problemas no casamento? Doença? Depressão? Deus pode tirá-lo desse buraco!

“Pôs os meus pés sobre uma rocha e firmou-me num local seguro” – Que mudança! Do fundo do poço para a rocha; do perigo para a segurança; das trevas para a luz. Por mais fundo que tenhamos ido, que transformação ocorre quando Deus nos encontra! Ele nos resgata, nos levanta, nos lava, põe nossos pés em local seguro e firma nossos passos.

“Pôs um novo cântico na minha boca” – Agora vem o último passo nesse processo. Depois do resgate, o júbilo, a alegria e o senso de liberdade. Nova experiência requer novo cântico de livramento e louvor.

Um dia, passadas suas lutas e tribulações, os remidos de todos os tempos se unirão em um novo cântico: “Digno é o Cordeiro que foi morto de receber poder, riqueza, sabedoria, força, honra, glória e louvor!”

Jesus quer colocar um cântico em seus lábios!